O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização presidiu, em Fátima, à peregrinação do Migrante e do Refugiado tendo recordado os cristãos que são forçados a fugir por causa da fé.
“A primeira leitura que escutámos conta-nos a experiência do profeta Elias. É um homem que foge porque tem medo. Querem matá-lo, porque tem fé em Deus. Esta é hoje também a experiência de tantos nossos irmãos e irmãs, forçados a fugir apenas porque carregam consigo o nome de cristãos”, lamentou D. Rino Fisichella, na Missa do passado dia 13 de agosto. No Santuário de Fátima, o arcebispo italiano fez uma alusão aos cristãos que são alvo de ataques, nomeadamente no Médio Oriente, onde também outras minorias religiosas e muçulmanos são vítimas do autoproclamado Estado Islâmico. D. Fisichella alertou ainda para uma sociedade onde as pessoas são “incapazes de manter verdadeiras relações de amizade, de sinceridade e de amor”, considerando que é na fé que se descobre “a verdadeira liberdade” e se encontra um horizonte “de paz e de alegria”.
Na noite do dia 12 de agosto, D. Fisichella tinha feito um apelo para que os cristãos fizessem “um sério exame de consciência”, pedindo a todos para fazerem “algo por quem está em necessidade”: por aqueles a “quem a tristeza tomou a dianteira”, por aqueles que “deixaram de ter uma casa”, por aqueles que são “objeto de violência e de opressão”.
Na conferência de imprensa que antecedeu o inicio da peregrinação de agosto, o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização afirmou que a Igreja “não pode alhear-se da situação dos migrantes no mundo”. “O Evangelho pede-nos para abrir o coração”, salientou D. Rino Fisichella.
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