O Cardeal-Patriarca de Lisboa considera que dominar com excelência a matéria não deve chegar para um professor universitário cristão.
No Encontro Nacional de Docentes e Investigadores do Ensino Superior, organizado pelo Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior (SNPES) e que decorreu em Fátima, no dia 22 de abril, D. Manuel Clemente sublinhou que o professor cristão deve destacar-se, em primeiro lugar, pela “maneira mais competente possível na sua matéria e no seu domínio, pelo respeito que se deve aos outros e dar a cada um dos alunos, dos colegas, o melhor que puder e souber sobre a respetiva matéria”. Mas fazê-lo “com aquele respeito que o próprio Jesus tinha por cada um, em que cada um vale por si”, ou seja, “em que não há uma turma, há um conjunto de alunos e de alunas em que cada um deles tem que ser ajudado e estimulado a dar o melhor de si próprio”. Isso, para o Cardeal-Patriarca, “depende muito também da maneira como o professor está e da maneira como ele respeita os seus alunos”. No fundo é “ser o exemplo vivo daquilo que Jesus fazia”, salientou.
Durante este encontro – que contou também com as intervenções de Henrique Leitão, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Prémio Pessoa em 2014, e de Álvaro Laborinho Lúcio, juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça –, o Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes, em representação da Comissão Episcopal do Laicado e Família da Conferência Episcopal Portuguesa, sublinhou que o objetivo deste encontro foi “reforçar a solicitude e empenho dos docentes e investigadores cristãos junto dos jovens estimulando-os na busca da verdade e acompanhando-os na realização concreta da própria vida na alegria do amor e na plenitude do dom de si a Deus e aos outros”.
Informações: www.snpes.net
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