O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu, na manhã desta quarta-feira, 9 de setembro, à Missa na Capela dos Polacos, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, sublinhando que a Igreja é sustentada pelo “coração” e pelo “amor”. Na celebração esteve presente a Comissão Diocesana do Jubileu, que se encontra em Roma para entregar ao Papa Leão XIV o livro de Graças Jubilares em Lisboa.
Na cripta de São Pedro, o Patriarca destacou a particular importância daquele espaço para uma reflexão sobre o sentido último da existência. “Nesta cripta de São Pedro sentimos uma especial sensibilidade por aquilo que é absoluto na vida, aquilo que é estruturante da nossa existência, daquilo que molda as nossas decisões do dia a dia”, afirmou D. Rui Valério. O Patriarca salientou que a vida dos cristãos não pode ser orientada apenas por realidades passageiras. “Aquilo que dizemos e fazemos não se baseia em coisas efémeras; somos cidadãos fascinados pela eternidade. Somos sustentados pela eternidade. Adquirimos uma maneira de olhar para a vida a partir desta perspetiva”, realçou. A partir das leituras proclamadas na celebração, D. Rui Valério centrou depois a reflexão no matrimónio e nas bem-aventuranças. “As leituras de hoje colocam-nos na esteira dessa eternidade: em primeiro lugar, Paulo fala-nos do matrimónio. O matrimónio não é eterno: é vivido na lógica da temporalidade. Em segundo lugar, o Evangelho fala-nos das bem-aventuranças, que nos falam da nova forma de existência. As bem-aventuranças são o rosto de Jesus. Deste modo, a nossa aliança fundamental é com Cristo”, explicou. O amor como fundamento da vida da Igreja O Patriarca de Lisboa destacou ainda o amor como fundamento da vida da Igreja, evocando a figura de São Pedro e a Basílica onde decorria a celebração. “A partir de São Pedro, o que sustenta a Igreja? É o coração, é o amor. Nada da Igreja estará em pé se no coração dos cristãos não estiver o amor que abre a nossa vida e coloca em comunhão uns com os outros”, garantiu. Para D. Rui Valério, a própria Basílica de São Pedro pode ser entendida como expressão dessa realidade interior da Igreja. “Assim, esta basílica é manifestação de uma beleza interior: a força de eternidade que está no coração de cada um dos cristãos. Deste modo, aqui se renova a comunhão, a união com o Senhor”, concluiu. A celebração na Capela dos Polacos, na Basílica de São Pedro, reuniu a Comissão Diocesana do Jubileu, presente em Roma no âmbito da entrega ao Papa Leão XIV do livro ‘A Esperança não engana - Livro de Graças Jubilares’, que reúne as graças e testemunhos associados à vivência jubilar no Patriarcado de Lisboa. A oferta do livro ao Papa está prevista para o final da audiência-geral desta quarta-feira, no Vaticano.![]() |
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